quarta-feira, setembro 19, 2007

Sobrevivendo sem internet

Não é justo! Agora que finalmente as Chapolins compraram um computador nas Casas Bahia, e acessam a internet discada só no final de semana, eu nem posso falar mal delas no meu blog!
Que ultraje!
Mas tudo bem, apenas quero deixar uma homenagem pras minhas lindas amiguinhas, lembrando do nosso último curso no Hotel Jandaia...Do que era mesmo o curso???

O Menestrel
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se.
E que companhia nem sempre significa segurança.
Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas;
pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo…
mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar…
que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar...

Bju suas loucas!!!
Cuidado com a conta do telefone!

quinta-feira, junho 28, 2007

Cintilantes pensamentos


Minha mente calma. Minha vida serena. Tudo está tão bem e no lugar. Tenho tanto sorriso dentro do peito que ele expande. Como cheguei até aqui...grande e tortuosa caminhada...Avisto do alto, escalei e deixo o vale para trás. Vejo horizontes.
Tive esmero ao escrever cada texto nessa página. Coloquei muito de mim. Descobri que escrever reflete minha alma, sensível alma que tenho. Aprendo na minha leveza que tenho que aproveitar as pessoas. Tocar, abraçá-las no meu calor e sorrir com minha presença. O conviver, a vida real. Escreverei porque esta dádiva me é peculiar, me agrada. Terei outros colares, cintilantes pensamentos. Levitarei se assim me permitir. Agora, não arrebento meu colar, de livres pensamentos. Os pensamentos transitam, num eterno mudar...

segunda-feira, abril 23, 2007

Versos resgatados da agenda


Tenho a estranha mania de escrever pra mim mesma. Mania boba. Mania. Mas vou deixar aqui, meus últimos versos, escritos na minha agenda 2007...

Depois que choro
Desmaio
Desfaço
Desfecho: desamarro
O peito!


Acordei o dia amando
Pois adormeci suavemente
Entre suspiros de paz.
Era teu corpo junto ao meu
Lembrando que é possível
Amar como se a vida
Nos apresentasse novamente:
"Muito prazer,
sou eu!"
Meus versos num domingo
são apenas palavras preguiçosas
esperando que o dia termine
num embalo da rede
e num afago pra sonhar
com a vida que vai recomeçar
no pôr-do-sol de um dia
que não se vai sem o olhar
de saudade de estar
no lar
no sofá
e na espera do próximo domingo...

O relógio já não existe
Tempo...
Para quê?
O relógio interno
É caprichoso...
O meu tempo é outro.
Meu tempo reluta
Ele pode voltar
Ele pode parar
Eu apenas
Contemplo
Meu tempo.

Nenhuma página
deve estar em branco.
A vida exige histórias
O cotidiano
Os sonhos
Tudo acontece a toda hora.
Eu reparo
Eu observo.
Que tenho deixado páginas em branco.

Tenho medo de
um certo dia
acordar sem mim
deixei-me
por tanto canto
que ando sem encanto
subir um degrau da vaidade
quem sabe...
Minha grande vaidade é sentir-me amada.

Minha
vida não é um poema
Não autorizo sê-lo
Eu apenas desejo viver
Com olhos de poeta
Aprender com mansidão de poeta
Sentir com a beleza de poeta
ter em punhos apenas flores
estancar todo sangue
Mas apresentar
a realidade
como possibilidade de paraíso
Eu consigo.

Lá na minha janela
eu escuto os barulhos noturnos
no sábado ruidoso
Afobado, etílico
sensual
libido
É o ar que chega até a janela
É a correria dos carros
A pressa
Será que se sente?
Artificialmente...
Se mente
Ah! Que barulho!
Que mexe, me remexe na cama
Quero dormir...



Brilho
Brilho
Ofusca
Brilho
Passageiro
Brilho
Acabo
Escuro
Brilho
Brilho
Outro dia
Brilho!

Pra mim...Juliana Mendes.

sábado, abril 21, 2007

Solar

Hoje eu pensei em minhas amizades...E que b0m, meu coração se aqueceu. E foi assim como um raio de sol a adentrar qualquer escuridão, todas as meninas que brilharam em meus olhos. O convívio diário, os bons dias e os abraços. Sinceros e desprovidos de qualquer incompletude. As personalidades tão diferentes. Mulheres tão diferentes. Histórias de tanto valor pra meu aprendizado constante. E assim fiquei um tempo lembrando de cada uma, da escola... boa parte está lá...E quando digo que meu local de trabalho é mágico, isso se deve em muito à elas. Nas horas incertas, nas mancadas, no perdão, no reconhecimento da falha, na falta, na ausência, na vida. Sem pessoas em nossa vida, nos fechamos no restrito universo de nós mesmo. Tão limitado. E perde-se a chance de saber que existe tanta luz. Que existe alguém que naquele dia em particular só queria ouvir um boa tarde, queria um sorriso, queria um abraço, um obrigada... simples, terno, preciso, necessário. Vou sorrir mais um pouco, lembrando das " Chapolins mais lindas" e das grandes mulheres de grandes desafios!

quinta-feira, abril 19, 2007

Racionalizar o incompreensível



Imagine um dia normal em sua vida. Mas, um bom dia. Com sol bonito lá fora, criança fazendo festa, amor brilhando nos olhos, satisfação em fazer coisas que ama, e que principalmente acredita. As amigas com tanta conversa e risada, que a hora passa depressinha.O chefe está feliz com você. O porteiro te dá um sorriso e você sai por aí sem nada de aborrecimento. Então...vem lá de dentro um nó bem no meio do peito. E aumenta.Aumenta. Paraliza. E vem o choro. Vem uma onda de tristezas...pra quê? Por que??Estou aprendendo a pensar no meio da crise. De ver lá bem no fundinho do coração, razões tão concretas de uma existência feliz. E ainda vem o abraço, o imenso amor que me envolve e me refaz. Uma mão que não me desempara. Nunca. E vai passando...cessando...sem grandes explicações...

sábado, abril 14, 2007

A solidão é fera, a solidão devora...


Quisera eu, saber me esconder melhor... Nem sei se consigo. Revelo-me tão prontamente. Meu humor, minhas manias, meu jeito risonho, meu jeito emburrado. Onde passo, ali fico...tempo. E tenho pensado sobre o conviver comigo, agora que estou na inconstância do meu humor. Picos de ansiedade, de vitalidade, de saciedade, de felicidade, de ira, de agonia, de tristeza, de vida e até de morte. Embora, compreenda agora... morte de tudo que não me faz bem, que não me acrescenta...que me esgota, que me revolta.
É...um dia de cada vez. Um comprimido pra cada horário certo. Caso o contrário...aperto no peito.

quinta-feira, abril 12, 2007

Triste fim do gato larápio

Era um gato manso. Andava roubando comida em cima das mesas, fogões e cestos de lixo. Não pedia licença. Não fazia alarde. Aos poucos foi conquistando a ira de toda a rua. Tentavam escaldá-lo, assustá-lo com os cachorros. Mas em resposta, apenas seu ratro de sujeira e indignação por o bicho não temer represárias. Eis que dois moleques, bem sádicos, resolvem armar uma emboscada. Nada atraía mais seu paladar que um bom pedaço de carne, de preferência um bifinho, mal passado. Um fica atrás da porta, para fechá-la logo após a investida do gatuno. O outro, com o líquido inflamável e o fósforo. Um jogo mortal. Inocente e despreocupado pelo o que ainda o aguardara, o bichano entra no jogo. E é pego de surpresa. Seu pêlo encharcado recebe o golpe fatal da combustão. A chama viva foge pela porta e busca desesperadamente a rua. Nesse instante, as crianças param a corda de pular e a bola, vendo aquela cena insólita e inesperada. Na sala, estavam o pai, a mãe e seus filhos, os donos do pobre gato. E numa cena macabra, o gato aparece, como que se despedindo de sua família humana, carbonizado em plena varanda. Num grito de horror, sua dona brada aos vizinhos socorro. Em seguida, clama por justiça. Quem haveria de forjar um fim tão cruel para seu bichinho?
A rua, em polvorosa pára diante do acontecido, pasmos com a conturbada histeria da mulher. Aos poucos, notava-se um sorriso de canto de boca de alguns observadores. Mas nada se comparava com as gargalhadas sinistras vindas de certa janela...


segunda-feira, abril 09, 2007

Esqueci de dizer...é outono!

Dentro do carro, Tom me diz: " Repare, as árvores, é outono! "
Um ser, descobrindo o mundo. Um homem. Novos olhares... Reparou no tempo, reparou nas melodias que me cercam, no meu jeito de comer, nas mãos feito criança, juntinhas. Viu meu delicado olhar para as palavras. E veio ler comigo minhas leituras. Emocionou-se. Transfigurou-se. Deixou cada emoção surgir, boa, má, mas revelou-se. Fala. Ouve. Sente. Demonstra. Que caminho árduo até retornar para mim. Que cela. Que solidão. Mas trazia em si algo imutável. Valores. Sentimentos. Determinação. Ousadia. Fé. Perseverança. E juntou minhas mãos, paralizadas. E secou cada lágrima. E seu abraço, e seu afago...o colo. " Estou aqui, ao teu lado ". Nada mais simples. Cumplicidade num recomeço difícil, conturbado. Mas nem a dor em meu peito, nem as emoções sem controle, afastam. Não. Descubro tudo novo. Me assusto.Me vejo nos desejos sinceros de outrora. Realidade. Se as folhas caem, se tudo fica tão frio e cinza...outono, inverno, inferno...sei lá. Ainda assim, quando o destino é ser melhor do que se foi, as cores vão retornar, a beleza, a poesia, os ternos sentimentos. Coração aberto. Não me sinto só. Vou colher minhas descobertas, vou semear ainda o necessário amor, pra admirar enfim, tudo que ainda está por vir.

domingo, abril 08, 2007

Palavra



imagine um sentimento água.

um sentimento árvore.

uma agonia vidro.

uma emoção céu.

uma espera pedra.

um amor manga.

um colorido vento sul.

um jeito casa

de ser.

uma forma líquida de pensar.

uma vida paredes.

uma existência mar.

uma solidão cordilheira.

uma alegria pássaro em chuva fina.

uma perda corpo.



Viviane Mosé

Abra sua janela


Lá fora
tem muito mais
A música
O poema por ver...
Ver a beleza
Escondida
Atrás das paredes
Entrelinhas constantes
Visão restrita
Dos que sentem
dos que se permitem sentir
A pulsação
A vida
Em cada paisagem
pela singela
janela.
Juliana

Chocolate, chocolate!


A casa em silêncio, uma mãe pelo chão...fazendo pegadas do Coelhinho da Páscoa até o ninho preparado pelas crianças. E amanhece, e encontram os ovos no ninho. Correm até a cama. E os pulos e a gritaria. Feliz Páscoa!!! Feliz Páscoa!!!
" Existe Coelho da Páscoa?"
" O que você acha?"
" Eu acho que sim..."
" Então tá.."
É enganar?
Não. É respeitar a fantasia, a imaginação infantil, que no seu tempo certo, vai concluir que é absurdo um coelho distribuir ovos de chocolate, assim como a Fada dos Dentes, o Papai Noel, tudo acaba um dia. A ilusão se desfaz por si mesma. E eles estão alegres e hoje os vi repartindo os chocolates. Entre os primos e tias, a família...Tive orgulho, entenderam o mais precioso, a maneira eficiente que a doação nos traz alegria, no ato de ser menos egoísta. De se importar. Com outros.
E vamos nos abraçar, e vamos celebrar tudo que significa a data. Uma palavra: renascer. E esta é sem dúvidas a palavra que vem mais forte em meu coração. Desfazer velhos hábitos, abrir as cortinas onde escondia meus desejos, fazer a fala ser ouvida, fazer coisinhas bobas que havia esquecido como eram boas. Desobedecer a tristeza, fazê-la tornar-se piada diante da grandeza da vida. Tenho ouvido tanto, prestado atenção naquilo que reluto a reconhecer falho em mim, e também tudo que gera admiração. Eu modifico, eu recomeço sem preguiça e sem desculpas. Com energia?
Chocolate!!!!!
Recuperar a doçura. Resgatar as doces palavras. Expressar. Saber tocar corações amargurados.
Sentir prazer indescritível com coisinhas tolas. Fechar os olhos ao morder um bombom, derretê-lo na boca e sentir que em breve instante, é apenas o que importa. Valorizar momentos. Valorizar a presença das pessoas. Amar cada reencontro. Sorrir com as histórias que podemos recordar juntos. Enfim, mesmo que pareça piegas demais, amar ainda é a única maneira de superar as falhas, de perdoar com sinceridade, de sentir que vale a pena. Tudo. A vida...

quinta-feira, abril 05, 2007

A escrita

Saudade! Do meu blog... Ah, tão adolescente! Que nada. São meus pensamentos soltos numa rede sem fim, num emaranhado de teias, uma renda tecida com cuidado, invisível, olhares que me fogem e que desconheço.
Fiquei sem escrever, por aqui. Mas tantas coisas para se fazer, tantos assuntos na vida real, na qual eu tenho escrito caprichosamente a palavra renascer. Renasço, refaço e reaprendo. Tudo tão particular e belo. Minha vida em minhas mãos. Meus desejos, minhas insondáveis questões revistas por mim com olhar de aprendiz, mas com maturidade e confiança.Confiança em mim mesma e em minha capacidade de superação, de levar a sério minhas escolhas e fazê-las tão possíveis, tão importantes ao me tornar melhor. Um pouco de cada vez. Com quedas, mas com impulso imediato, buscando continuar e a fazer os dias melhores, a ter sentido, a sorrir com a brisa em meu rosto e a olhar pra dentro e ter a certeza que estou indo bem... E escrevo pra mim mesma, muitas vezes. E meu punho não dói, meus olhos não cansam e meus sentimentos estão comigo, sempre me ajudando a ser mais verdadeira.
Escrevo, escrevo... minha vida.

terça-feira, março 13, 2007

Distraída


Sempre fui distraída, esquecida e desajeitada para muitas coisas. Tenho o péssimo hábito de esquecer aniversários, horários dos médicos, compromissos sem fim. Tive muita vergonha de dar vários foras, de chegar atrasada, de errar as datas e os locais. Já dei muita raiva a quem depende de mim... Perco as coisas, sou desorganizada. Detesto arrumar gavetas. Não me importo muito com o relógio, aliás, eu nunca sei onde o guardo. Não tenho guarda-chuva. A chuva sempre me pega desprevenida no meio da rua... e quase sempre com meu belo penteado. Minhas contas eu levo a sério. Dou sempre prioridade para a tia que vende pão na frente da escola, pago ela rigorosamente em dia. Deixo sempre a Riachuelo e a Pernambucanas, pois o serviço de cobrança nunca me deixa esquecer, ligam pra me lembrar, lógico. Devolvo livros e Cds, mesmo que passe mais de um ano, mas devolvo. Adoro emprestar roupas e não ligo se não me devolvem. Acho bobeira gastar dinheiro com tanta roupa, calçado. Mas nem vejo o quanto gasto com minhas canetas coloridas, com o sorvete da esquina e com as figurinhas da banca. Faço vaquinha pra comprar lanchinho nas reuniões de planejamento. Não é pela comida. É por poder ficar conversando fiado com as meninas, minhas amigas professoras. Não gosto de ligar para ninguém. Detesto falar ao celular. E me irrito com as chamadas não atendidas. Eu nunca retorno, ainda mais se não souber quem é. Fico muito tempo sem dar notícias para minha avó, tadinha. Aflita com uma neta ingrata como eu. Esqueço de ligar. E ela nunca esquece de me dar seu colo e de falar até o que eu não quero ouvir. Ando fugindo de ouvir o que não quero. Não gosto mais de nenhum tipo de cobrança. Estou numa fase egoísta. Eu sei... preciso mudar tanta coisa! E esqueço de coisas importantes também, que depois me vejo muito apurada. Esqueço do meu dia e horário na análise. E vou ficando com tudo aqui na minha cabecinha de vento. E me chateio com esse esquecimento, pois sei que é minha fuga. No fundo, esqueço porque sou malandra. Uma defesa consciente. Mas vou parar com essa distração, pois serve para ir muito além da minha superficialidade cotidiana. Eu preciso fazer algo por mim, com responsabilidade e disciplina. Ser uma moleca, mas só com a vida e não comigo mesma.

Resista

Resista a toda maledicência
A toda inveja, a toda ira
A toda tarde sombria, a toda mágoa contida
A tudo de negro no coração
A toda lembrança que fere
A cada lágrima que escorre
Na tristeza que se esvai.
Resista a toda preguiça
A toda tolice
A toda mentira
A falsidade
A crueldade
A solidão.
Num dia sem razão
Assim quase sem querer
Vai voltar a esperança
O riso
A vida...
A vida sempre será mais forte
Atropelando
Ensinando
Refazendo
Incrivelmente bela
Veloz
Imprecisa
Necessária
Nova.
Resista
Reviva
Viva!

Juliana

segunda-feira, março 12, 2007

Na estrada

Final de semana diferente e muitíssimo especial! Com a família, fui para Dourados, comemorar um ano de idade do Arthur, filho da minha amiga Dani e do meu amigo Daniel. É tão bom ver como chegaram até aqui. Meus grandes amigos. Ainda lembro do dia em que o Daniel chegou com a Dani no Strike, onde estávamos loucos pra conhecer a mulher que estava fazendo o Daniel ficar um moço mais ajuizado, digamos assim. Mas a Dani fez muito mais por ele, e ele por ela. Casaram. E nós sempre unidos. Três casais. Eu e o Tom. O Cláudio e a Valéria. Daniele e Daniel. Pessoas tão diferentes. Como sempre acontece. E no caminho, com aquela bucólica paisagem do centro-oeste, onde plantações de soja formam tapetes infinitos no horizonte e o gado nas pastagens, me fizeram pensar bastante na vida. E dessa vez foi bom pensar nela e nas pessoas que estão comigo, há tanto tempo. Das nossas divertidas histórias, das viagens pra praia, das baladas fortes na night, na emoção de ter os filhos, ( o exagerado do Cláudio e a Va tiverem três, um atrás do outro!!!), e como cada um está sempre presente, ajudando e tornando a palavra amizade algo tão forte e importante para trazer luz à nossa vida. E na estrada, ali bem sentadinha curtindo os minutos pra voltar pra casa, senti que sempre voltamos para um mesmo lugar. O lugar da segurança, da realidade e das coisas que nos são valiosas. Eu volto a cada dia para a vida real. Eu estive numa estrada, e me senti triste ao perceber o tão longe fui, até de mim mesma. E a volta é difícil, mas necessária. E cada vez mais próxima, percebo que volto, mas as coisas estão diferentes. Eu estou. Quem me espera está. E ainda por cima, há uma torcida para dar apoio, pra dizer palavras de solidariedade e de esperança. São meus amigos. Grandes amigos. E tudo se renova. E vem mais aventura, mais emoção, mais aprendizagem. Minha estrada parou de ser deserta. E escura. Agora, admiro, respiro, dou risada. E se chorei, se quis morrer, se achei que nada valia a pena, agora penso tão diferente. Eu olho pra trás, para ver o que me vale de verdade, o que me serve de bom, mas estou atenta a frente, aquilo que é preciso estar conquistando. No entanto, é onde estou, é onde está meu coração, a minha mente, que me concentro e me vejo, refazendo meus pedacinhos, reconstruindo meus sonhos, fazendo valer minhas vontades e dando a todos o melhor de mim. Ainda que este seja pouco, ainda que eu tenha minhas imperfeições. Quem me ama, está disposto a continuar ao meu lado. E tenho tanta gente. Mas a pior solidão, que é aquela acompanhada, essa não me pertence mais. Eu me sinto bem acompanhada e sei com quem posso sempre contar. E assim sigo, e assim é a festa de novas vidas, sempre com alegria, esperança de criança, sorriso e sinceridade constante. Eu na estrada... eterna criança.

sexta-feira, março 09, 2007

As rosas preferidas


Ontem reparei nas flores. As flores pelo Dia Internacional das Mulheres. Quando penso nesse dia, logo vem em mente os sutiãs queimados pelas revolucionárias operárias. Essas sim merecem um aplauso, pela época, pelo contexto em si. Tantas são as mulheres de valor, aquelas que encararam a vida não como um discurso vazio ou feminista hipócrita, querendo uma piedade por ser uma mulher, ou pior, favores revestidos de auto-piedade. E na eterna discussão entre ser mulher, ou o que seja uma mulher, não sinto ser verdade que somos vítimas. Vivia como uma vítima, me sentia até feliz por ser! Mas é um preço muito alto a ser pago. Quando deixa-se de expor suas idéias ou vontades, pra qualquer ser humano, isso é anulação, é comodismo. Independente do sexo. Mas há uma tendência, na própria criação que muitas mulheres são submetidas, de ser a protetora, aquela que consegue aguentar quase tudo com um sorriso nos lábios. Isso é irreal. Acho graça de pensar na minha condição de mulher. O tanto que ouço reclamações das amigas. Todas reclamam dos homens, esses insensíveis e desprezíveis seres que nos fazem sofrer até a morte... mas que os adoramos e fazemos de um tudo para tê-los ao nosso lado! Que paradoxo!
Num salão de beleza, local de pura tortura, as caras de dor valem a pena, só pra ganhar um olhar, um elogio. Mas tola mulher que usa desse expediente para chamar a atenção. Ajuda, mas pode não ser o suficiente. As rosas merecidas, são aquelas da admiração, da união de idéias e valores. São mais perfumadas, quando dadas em dias comuns, são mais belas ainda quando não se espera. Ser uma mulher, passar por toda TPM, toda depilação, todo trabalho de parto e ainda ver as bundas da tv dar ibope, me irritam, mas isso é outra história. Cada um sabe o que fazer com sua bunda!
Eu vou lá ver as flores que tenho em mim, pois elas desabrocham em minha mente. São meus pensamentos que florescem, a cada dia que vejo que a vida, sendo mulher ou homem, tem tanto a nos oferecer. Basta ter coragem e seguir com muito amor no coração.

quarta-feira, março 07, 2007

Ainda bem...


Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria essa vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria essa vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Neste mundo de tantos anos
Entre tantos outros
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

Vanessa da Mata.

Estou esperando...menos de 24 horas. O tempo não passa, mas a chegada, é a certeza de pura felicidade! E a música vai embalar a noite, e a brisa vai trazer a suavidade necessária... e meu leito vazio...te aguarda! Sempre! Ainda bem que você, sempre está comigo... e é capaz de superar todos os meus devaneios, pois me diz... por você, vale a pena! E me convenço...eu valho a pena!

terça-feira, março 06, 2007

Te vejo


Almas suspensas no ar
Por entregarem-se no amar
Nada fácil...

Encontrar
Desencontrar
Aceitar
Que meu colo vazio estava
Que nada parece no lugar:

Quando não me vejo
Dentro do teu olhar
Na hora de te amar.
Juliana.

Menti


Não cola
Não rola
Vou pegar meus desejos
Fazer um pergaminho
Escrever em hebraico
Todos os caminhos
Que te levem ao meu bem querer

Não facilito
Resisto
Pra no fim te olhar de lado
Sorrir de um jeito maroto
Que era pra te enlouquecer
Que menti não te querer!

Juliana.

domingo, março 04, 2007

Niver da Taís

Neste sábado, nos encontramos, "só para mulheres", no Caramelo. Motivo mais que especial: Aniversário da Taís!
Estavam as amigas, a família e as filhas. Todos para brindar a data e desejar para Taís tudo de melhor que a vida possa dar. Na foto, apenas o pessoal da escola. Pessoas que eu amo muito, que quero sempre presentes em minha vida. Entre elas a...
Taís!
Sempre trazendo para mim o incentivo, a compreensão e a amizade. Se posso desejar para ela algo verdadeiramente importante, seria o amor. O eterno recomeço, o entendimento e superação. Não é fácil com certeza, lidar com os humores. Ainda mais quem tem uma alegria tão grande. Mas sei que tudo em nossa vida vem de encontro ao nosso aprendizado, e as pessoas estão sempre ao lado para também aprenderem conosco. Que cada dia as pessoas ao seu redor abram seus olhos, seu coração, e deixem que a alegria fale mais alto que qualquer incompatibilidade de gênio e humores. Amo você Taís!